Quem Somos

A História da Maçonaria se divide em duas partes principais: medieval/operativo e moderno/especulativo. Focamos exclusivamente nesses dois aspectos, que permitem uma compreensão total dos caminhos históricos percorridos pela Ordem.

O primeiro momento registrado na história remonta ao contexto de construções realizadas no período medieval. Associações e Guildas reuniam trabalhadores e guardavam os segredos das profissões, o fazendo de modo a serem confiados a poucos, após um demorado tempo de aprendizado.

Naquela época, os trabalhadores, reunidos em associações ou Guildas, tinham seus serviços contratados para construção de palácios, catedrais, mausoléus, pontes, etc. A palavra maçom, inclusive, tem relação com esse cenário; vem do francês e quer dizer “pedreiro”. Justamente por efetuarem o trabalho manual, ficaram conhecidos como maçons operativos, ou seja, eram pedreiros de fato e praticavam este ofício.

Só no final da Idade Média, quando a construção de catedrais estava em declínio, é que a Maçonaria começou a aceitar outras pessoas que não eram pedreiros de ofício. A Instituição se tornou, então, um grupo que se dedica à liberdade de pensamento e de expressão, à liberdade religiosa, política e contra qualquer absolutismo. Como não eram profissionais da arte da construção, estes maçons foram rotulados de “aceitos”. O resultado dessa evolução importante foi o início da Maçonaria Moderna, tal como é conhecida atualmente.

Em 1717, quatro Lojas Maçônicas, que se reuniam em Londres, na Inglaterra, formaram a primeira Grande Loja do Mundo, instituição que passou a reconhecer outras Lojas, Grandes Orientes e Grandes Lojas em muitos países. Desde então, a Maçonaria vem ocupando espaço de destaque na Sociedade, participando de grandes momentos históricos da Humanidade e se consolidando como a maior e mais antiga fraternidade existente no mundo.

Tradição Maçônica

A Tradição Maçônica (os ensinamentos contidos nos rituais) é de origem muito antiga e não foi desenvolvida por um único homem; ela é fruto das reflexões e experiências de inúmeros pensadores que existiram em várias civilizações.

Em determinado momento histórico, esse saber memorável foi reunido, esboçado sob a forma de graus e colocado sob a guarda de homens dignos para fins de preservação e transmissão à posteridade. Essa tradição envolve aspectos sociológicos, políticos, cosmológicos, históricos, antropológicos e herméticos e para assegurar sua eficiente assimilação é transmitida sob a forma de um drama ritualístico ou psicodrama. Essa técnica avançada de educação está relacionada à teoria do “’mundo das idéias gerais” que fora desenvolvido pelo filósofo Platão. Para Platão aprendizagem não é uma questão de adquirir novos conhecimentos, mas sim de recuperar nosso próprio conhecimento, que fora adquirido, anteriormente, no mundo das ideias gerais. Em outras palavras, há um conhecimento supremo inato ao homem e que está registrado em sua mente. Esse conhecimento intuitivo aflora, quando o ser passa por determinadas experiências e vivências emocionais.

O ritual ou drama alegórico é um dos meios eficientes para o despertar desse conhecimento interior e auxiliar no desenvolvimento da personalidade. Tradicionalmente esse conhecimento interior surgiu quando o homem das cavernas começou a questionar os acontecimentos à sua volta, esse questionamento levou à descoberta das imperfeições daquele sistema de vida e a consequente necessidade de melhorá-lo. Como resultante desse contexto, tiveram início o desenvolvimento da civilização, a qualidade de vida e o aperfeiçoamento do sistema social.

Maçonaria no Brasil

As primeiras Lojas Maçônicas brasileiras foram formadas por brasileiros que voltavam da Europa, após finalizarem seus estudos superiores, permanecendo até o século XIX sem ligação com qualquer instituição que realizasse a congregação destas unidades locais da Ordem Maçônica.

Em 1822, surgiu o Grande Oriente do Brasil, primeira instituição maçônica (potência) a receber o reconhecimento primordial, secular e definitivo da Loja-Mãe da Inglaterra. No ano de 1927, surgiram as primeiras Grandes Lojas do Brasil que, desde 1966, integram a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB). E em 1973, surgiram os Grandes Orientes Estaduais Independentes, vinculados a Confederação Maçônica do Brasil.

São, portanto, estas as Potências Maçônicas regulares e reconhecidas em solo brasileiro. Essas Instituições carregam em seus seios relevantes serviços prestados para a Sociedade Brasileira, com participação ativa nos grandes momentos da Nação, como a Independência do Brasil e Proclamação da República.

Maçonaria no Paraná

A Maçonaria surge no Paraná pouco tempo após a proclamação da Independência do Brasil. Na época, a Comarca de Curitiba ainda pertencia à Província de São Paulo.

Em 23 de Março de 1837, foi fundada, em Paranaguá, a Loja União Paranaguense, sendo a primeira Oficina Maçônica em solo paranaense. As outras duas pioneiras foram: Loja Fraternidade Coritibana, fundada em Curitiba, em 01 de abril de 1845 e Loja Conciliação Morreteana, fundada em 15 de junho de 1847.  Em 1851 foi fundada a Loja Philantrophia Guarapuavana, em Guarapuava, Oficina Maçônica que já completou seu sesquicentenário e constitui-se na única Loja com esta idade funcionando normalmente atualmente.

Um episódio político permitiu avanços ainda mais significativos da Ordem Maçônica Paranaense. Em 29 de agosto de 1853, o Imperador Dom Pedro II elevou a Comarca de Curitiba à categoria de Província, com o título de Província do Paraná. Então, a partir dessa data, como Unidade Territorial, surgiram outras Lojas Maçônicas, entre elas a Fraternidade Paranaguense, em 01 de Fevereiro de 1860, com o n.º 137 e desta surgiu a Loja Perseverança, fundada em 05 de Maio de 1864 sendo regularizada em 14 de Junho do mesmo ano. A “Loja Perseverança” foi a primeira instituição no Paraná a se empenhar na luta pela abolição da escravatura e pela libertação de escravos. Esta Loja permanece em plena atividade até os dias de hoje.

A partir deste período, então, muitas outras Lojas foram fundadas.

Já a história da Maçonaria, organizada por meio de Potências de âmbito estadual, começa em 19 de outubro de 1927 com a criação do Grande Oriente Estadual do Paraná, atualmente denominado Grande Oriente do Brasil – Paraná (GOB-PR). Em 25 de janeiro de 1941, surgiu a Grande Loja do Paraná (GLP) e em 09 de fevereiro de 1952 fundou-se o Grande Oriente do Paraná (GOP). Estas são as três instituições maçônicas regulares paranaenses que trabalham diuturnamente, por meio de seus membros, em prol de uma sociedade mais justa e fraterna, alicerçada nos princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Grande Oriente do Brasil – Paraná, Grande Loja do Paraná e Grande Oriente do Paraná compõem, portanto, a Maçonaria Paranaense, com suas constelações de Lojas Maçônicas espalhadas por diversas cidades.